Apesar de não ter nada pra falar, me sinto na obrigação de escrever. Então resolvi escrever sobre as obrigações. Tantas que temos todos os dias. Todas aquelas que aceitamos, muitas vezes de bom grado. E que nem percebemos. Obrigação de dizer bom dia pra todos, de responder tudo bem. Obrigação de estar bem pra fazer bem pra alguém. São tantas, que nem consigo contar.
Mas.... Não! Pra essas obrigações não existe "mas". Não questionamos, nem nada. Fazemos. E nem percebemos. Se tornam parte de nós. Ao ponto de não sabermos mais não fazê-las. E isso é o que é. É o que não se discute, nem reclama. Até mesmo pra quem reclama demais. Mas continuam sendo obrigações.
Mas hoje vou aproveitar a chuva pra me libertar de algumas. Aqui, cito apenas a obrigação de me proteger da chuva. Que nada. Deixa que chuva caia. Águas que caem do céu e têm o poder de limpar e de levar o que tem de excesso na nossa terra. Deixe molhar, sem medo da gripe. Que molhe, até o sapato ficar encharcado. Que a chuva caia sobre nós, não importa a hora. Pra que ela possa nos ensinar a nos libertamos das obrigações.
Pra que sejamos felizes. Apenas com a pureza do que é simples. Com o que temos em mãos, ainda que pouco. Que seja chuvisco, pra aprendermos a dar valor ao primeiro passo, à primeira etapa. Que seja um temporal, pra vermos que os maus tempos passam. Assim como chuva de verão. Ou então que seja apenas rua molhada, pra nos mostrar que estamos secos e que alguém já se molhou com a chuva. Pode ser quando estivermos de guarda-chuvas em punho, pra vermos as pessoas a nossa volta que ainda se molham. E que não somos os únicos que estão protegidos. Mas, principalmente, que seja de repente, pra que possamos ver que assim como nós, outras pessoas também se molham com a mesma chuva.
As vezes pensamos que chuvas são exceções. Que uma hora vão passar, que está chovendo agora. E ainda esperamos a chuva passar. Mas acho que não. Que o certo é que o tempo que vai passar é o da seca. Esse, pra mim, é o tempo que espero passar. Espero pela chuva, não pelo sol.
Amo chuva, mais quando estou debaixo dela.
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