O que eu penso a respeito de tudo, é estranho. Me perco, me acho e depois perco tudo. Aprendo uma coisa, mas não aprendo que aprendi. Conquisto uma vitória, mas não conquisto a melhor de desfrutá-la. Já conheci a felicidade, mas não conheço a forma de mantê-la. É estranho o que sou eu e o que não sou. Me deixa perdido. Não sei se tenho tudo ou se ainda preciso ir atrás. Não sei se caminhei alguns passos ou se nem sai do lugar. Não sei de nada mais.
Pois, é impressionante a forma como a vida nos cobra coisas que ela nem sabe se queremos. Quero ser um livro aberto ou introvertido? Quero ser simpático ou quero ficar na minha? Quero ser amável ou ser racional? O que eu quero ser quando crescer? Não importa, tenho que me decidir por cada situação. Tenho que estar bem e feliz todo o tempo. Tenho que responder sim pra tudo o que vem. E ainda tenho que agradar, sendo desse jeito.
Não é louco, isso? Não nos perguntam a opinião, nos colocam no meio do fogo e ainda nos obrigam a agradar. Eu, sinceramente, não entendo. E acho que nunca vou entender. Acho mesmo que talvez meu destino seja alguma coisa que não precise disso tudo. Talvez eu vim pra uma causa que não necessita ser bom. Nem depender de alguém pra alcançar o objetivo. Deve ser isso.
Por enquanto procuro paz. Aliás, nem sei porque escrevi isso tudo. Já que a paz não causa preocupação nas outras pessoas. Mais uma prova que eu não sei, não entendo o que me impressiona. Apenas continuio querendo me esvaziar disso tudo.
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