O que Ele me fala ou me conta.

Vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18.19)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Falando dos outros.

Parando um pouco de olhar para o meu próprio umbigo, hoje vou fazer desse blog, um diário. Pra contar uma história que me aconteceu. Aliás, me aconteceu não, eu apenas estava de espectador. Mas é que foi tão próximo e eu me vi tão dentro daquelas cenas, que até parece que eu fiz parte.
Assim como eu não posso deixar de ser, também não posso deixar de ouvir. Sempre estou com um fone no ouvido, cantado por ai. Hoje, como de costume, entrei no ônibus ouvindo uma boa. Aquela viagem longa de volta pra casa, depois de um dia quase comum, acordar cedo, trabalho, visitas, estudo, um som pra relaxar. Então, mais ou menos no meio do caminho, aquela bela jovem senta-se ao meu lado. Eu sei, até ai nada anormal. Não fosse por ela pedir licença e pela forma como ela o fez. Como se, caso eu recusasse, ela procuraria outro lugar. Até parece que isso aconteceria, mas a voz dela deixou isso no ar. E passou uma educação, não dessas que aprendemos em escolas, mas aquela que os pais ensinam.
Apesar de ser uma coisa tão peculiar, discretamente eu passei a observar aquela jovem.Cabelos castanhos claro, como se fora loiros quando criança e o tempo estivesse os levando ao preto. Pele clara, que combinava com a cor dos cabelos. Não pude ver os olhos, já que estava sentado ao meu lado. E encará-la podia atrapalhar tudo o que acontecia e que relato aqui. Bem vestida, pra uma moça que pega o telefone e liga pra alguém, pedindo que lhe encontre no desembarque, por receio de andar sozinha à noite. O que, pelo menos pra mim, é raro hoje em dia. Pelo que não consegui evitar de ouvir daquela conversa, ela falava com o pai. E acreditem, ao final ela se despediu mandando-lhe um beijo. 
Por mim, se a viagem tivesse seguido, sem nada mais acontecer, já teria motivos pra escrever sobre ela. Mas parecia que para aquela garota, pouco é muito pouco. Então ela continuou, calma como eu imaginava a Chapéuzinho Vermelho, andando pela floresta, sem o Lobo. Aquela jovem me surpreendeu indo além com a mesmas atitudes que todos tem. Pois, quando ela já estava levando uma mochila pesada de um rapaz, ela ainda se dispôs a ajudar outra jovem que também voltava da aula. 
Pode parecer que eu tenha apenas me impressionado com uma atitude banal, do cotidiano. Na hora eu mesmo me perguntei se estava fazendo isso. Mas qual do nós teríamos essa disposição? Eu pelo menos, levaria uma só e olhe lá. Claro, não sei o nome dela, nem sei pra onde ela foi, pois o meu destino chegou antes. Só sei que aquela moça devia ser multiplicada todo dia, para que o lugar que a gente passa, possa ter flores. E que essas flores não sejam mais de plástico.
Nesse intervalo de tempo, nos meus ouvidos tocava uma música que ficou como trilha sonora do momento. 
Infelizmente só tenho a letra, nem vídeo nem a música pra ouvir. (Click e leia) Quando eu achá-la eu coloco aqui. Por hora deixo a lição que eu mesmo aprendi, canto pra marcar isso e passo adiante pra quem possa interessar.
" Sem medo da vida
  Sem medo
  Das gentileza
  Do coração."

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