- Então, como foi?
- Ah, foi. Apenas foi.
- E não teve nada de diferente?
- Não.
- Que bom. Agora está de volta.
- É.
- Vamos começar?
Então ela se levanta, olha o celular, sem interesse pelas chamadas não atendidas. Procura mais uma possibilidade de não ir. Olha pra ele, sentado, sem expressão no rosto. Por um momento, tenta guardar na lembrança tudo o que ficará e fecha a porta.
Ele se encosta na poltrona, respira fundo, pensando no que fazer. Decidi por não fazer nada. Espera que agora a vida apenas aconteça. Que os dias sejam surpresa. E que tudo aquilo fique apenas onde aconteceu. Agora é passado. Viver a vida e ver a vida viver diante dele. Com a infinda sensação que há um peso a menos nos ombros. Quando sai à rua, olha a volta, sabendo que tudo pode ser novo. E ele quer que seja. Está preparado pra isso. Preparado pra qualquer surpresa que possa acontecer. E, principalmente, pra tudo o que pode não acontecer.
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