Entre visões do futuro e cartas de amor do passado. Fico aqui, na dúvida. Se escrevo palavras que toquem alguém ou se faço um texto sobre ferramentas da qualidade. Eu poderia mandar um e-mail, quem sabe eu teria a resposta que tanto espero? Não, não, se a reação for contrária a que desejo, não me fará bem. Mas essa vontade de escrever apenas domina. Quase obrigando a escrever, mesmo eu sabendo que isso não é o que vai fazer acontecer. Afinal, o que faria? Pelo visto, nada conseguirá. Essa parte da vida parece estar definida e com um anel no dedo.
E eu continuo assim, o mesmo cara. Ainda tenho os mesmo defeitos e as qualidades de sempre. Tenho a mesma esperança que tinha quando ainda não sabia de nada. Ainda ando pela rua, com a cabeça na lua. Tenho os mesmo sonhos grandes de antes. Continuo dando passos gigantescos, sem me preocupar se é um de cada vez. Ainda tenho aquela inocência e euforia dos 18 anos. Tudo bem que não tenho mais 18 anos fisicamente. Mas a mente e o espírito são os mesmo. E todos nós sabemos que, nessa fase, a gente acredita que tudo é possível. Isso eu não perdi.
Vou ficar aqui, de olho no futuro, no que estar por vir. Fazendo planos do mesmo jeito de antes. Acreditando no impossível, sem desistir que ele acontecerá. Com passos cada vez maiores. E sempre esperando que ela volte. Que ela, um dia, deixe aquele anel cair no ralo da pia. E nesse dia, ela volte, com uma carta de amor como essa. Essa que reli por acaso e me fez escrever. Com 18 anos eu pulava de alegria. Hoje, eu escrevo quando estou alegre. Vou ficar alegre, feliz independente de com quem seja. Mesmo que seja sem ninguém, (o que é melhor). E esperando ela voltar. Quem sabe um dia...
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