Hoje choveu, um pouco, pouco mais que uma brisa. Choveu sem deixar cheiro de terra molhada. Sem pegar ninguém de surpresa. Chuva que veio só pra quem viu a chuva cair. Uma daquelas que nos deixa assim, quando vemos rua molhada: "Olha, choveu aqui!" Assim choveu e parou. Chuva sem razão, que não serviu nem para alimentar as plantas do jardim que ainda planto. Mas choveu.
E para quem estava debaixo de chuva, ela veio em boa hora. Chuva que refresca o calor do dia inteiro. Chuva que não serve pra lavar, mas conseguiu melhorar a aparência. Apenas choveu. Sendo quase desapercebida, a chuva veio cumprir sua tarefa. Veio tão rápida, que nem avisou a que veio.
Veio como quis, ficou enquanto foi devido, cessou na hora estipulada. Chuva que manda e não é mandada de nenhum lugar. Chuva que cai mais das nuvens pra cima, que faz o caminho inverso ao que estamos acostumados. Que sabe exatamente onde deve molhar. Entende a qual semente ela deve regar pra que dê frutos. Chuva que vem endereçada, com objetivo determinado. Assim que alcança esse objetivo, sol. Chuva veio pra cima das nuvens. Regou a semente que deve ser plantada todo dia. E quem sabe ela volte amanhã, de manhã ou a noite não importa. Não importa nem em qual lugar. Venha chuva, minhas nuvens esperam por ti. Esperam que caia das janela pra dentro, de novo.
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