Engraçado, parece até que eu vou escrever sobre algum filme recém lançado. Mas não é nada disso, não tenho paciência pra essas coisas. A trilogia que me refiro é sobre o que vou escrever. Eu me desafiei a escrever, hoje, amanhã e depois, sobre as vantagens de estar solteiro em um final de semana qualquer. E tem gente por ai que, quando souberem disso, vão dizer que eu estou doido. Não, não, doido não, louco. Louco eu estou, também por ter aprendido a viver sem depender de um cafuné, mãos dadas ou sorvete no domingo a tarde, depois de dormir no final do filme. É bom isso, não é? Claro que é, quem não gosta? Eu gosto, mas aprendi que não é uma obrigatoriedade ter isso e mais, pra ser alegre. Essas coisas nos fazem apenas felizes.
E quando estamos solteiros, só quando estamos solteiros, não quando estamos e busca de alguém, é que somos alegres. Alegria sim, essa é verdadeira e permanente. Essa é que se torna tão simples, que preenche todo o espaço que saudades e solidão teimavam em ocupar. Não conseguimos ser totalmente alegres, quando estamos preocupados em agradar, estar bem pra alguém, ou fazer alguém feliz. Essa sim, tarefa mais difícil. Eu tenho uma proposta, ser tão, tão, tão alegre, que a minha alegria contagie e encha de felicidade quem estiver ao meu lado. Assim, mostro como é bom ser alegre, a ponto de fazer o outro querer alegrias, também. Olha, parece que dá certo, pelo menos vejo alguns frutos bons.
Já ouvi opiniões contrárias, mas é bom também ter algumas liberdades. Posso citar algumas, mas o conjunto da obra é que faz valer a pena. Pois não é só, por exemplo, não precisar explicar como eu cortei o dedo me barbeando (?), ou conseguir ser pontual em todos os compromissos. É a liberdade e o costume que isso traz. Atenção, não é só pra quem namora, é também pra quem está em constante busca. O resultado é bem melhor quando as coisas são feitas apenas pra nós mesmos. Ou por teste, só pra ver como vai ficar a minha cara depois de fazer algo que nunca fiz. É como se liberta de você mesmo. De toda aquele peso que carregamos quando, levantando da cama pela manhã, já pensamos em que fazer pra sair tudo certo.
Solteiro não se preocupa com isso. Nem de longe. Nos preocupamos apenas com a alegria que isso vai trazer. Ou com o quanto prazeroso pode ser o caminho até chegar onde queremos. E não com o que vão pensar, quem vai estar, quem vai ler e tal. Solteiro só se preocupa com fazer bem feito. Detalhes, só onde eles existirem e nada mais. Solteiros não se preocupa com quase nada que não seja bom e que não faça o bem. Pois é, ao contrário do que parece, solteiros não se preocupam só com o próprio umbigo. É solteiro que temos disposição pra todas as outras pessoas que não procuramos. Principalmente aquelas que nos pedem mais tempo disponível.
Então, se você é solteiro, parabéns por essa vitória. Essa é uma luta diária, contra nós mesmos. Afinal, tudo no mundo a nossa volta nos diz pra NÃO viver sem uma companhia. Mas a gente sabe bem, companhia é muito fácil encontrar, esquinas tem, forró tem, parque tem e mais um monte de lugar tem. Mas amizade, dedicação, fidelidade, carinho, cuidado, ombro, cumplicidade, objetivo, estar junto sem estar do lado, ser um incentivo, ser a motivação de alguém e ser motivado por alguém, isso é mais complicado. Todas essas qualidades em um só olhar, só Jesus pode fazer, pois só Ele tem isso e muito mais. É por Ele que sou tão alegre, mesmo estando solteiro.
Amanhã tem mais.
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