Eu poderia falar de um monte de coisas que nem eu sei de onde vem. Coisas do cotidiano, que muitas vezes a gente não percebe. Ou de tudo que todo mundo anda tão concentrado em fazer ou conseguir. Poderia contar planos, desejos, intenções. Sei lá, poderia inventar um milhão de motivos extraordinários. Mas não tô a fim, não é isso que eu quero. Nem admitir que hoje me faltou paciência até esse momento. Queria um assunto totalmente fora do meu comum. Algo que me faça fugir de tudo e todos.
Quero conversar com alguém que tenha um universo extremamente diferente do meu. Unidos por uma linha em comum tão fina, que talvez nem exista além do querer. Assuntos de longe, de além daqui, de onde eu nunca vi. Personalidades e fatos que só acontecem, sem mais. Histórias que me façam ir descobrindo aos poucos, cada detalhe. Uma conversa que me incentive a pensar pra falar, que exija de mim tudo o que tenho. E que também tenha olhares, afinal, nem todo mundo é o homem de ferro.
Não, não precisa ter um lugar específico. Pode ser a qualquer hora do dia ou da noite, de madrugada não. Pode ser na companhia dos amigos, dos meus ou não. Pode ser nesse dias de verão e em tempo de inverno, até com chuva pode ser. Pode ser na igreja, na lanchonete e voltando pra casa. Essas conversas que eu espero, podem ser em todos os lugares. Eu quero em todos os momentos, de todas as formas. Quero voz, olhar e gestos que toquem o coração. Quero e peço, que não entre apenas pelos ouvidos e faça o som viajar até o cérebro. Que cada palavra entre em todos os lugares que pedem. Que essa conversa entre em cada espaço vazio, onde você ainda não está.
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