O que Ele me fala ou me conta.

Vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18.19)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pé no chão

Não é pelas feridas que devo ser inspirado, especialmente hoje. Poderia ser se, uma quase má notícia abalasse alguma coisa.Ou se uma quase visita indesejada fizesse algum sentido. Poderia ter sido pior se um portão se abrisse. E se do outro lado tivesse, bem, não tinha. Então que bom que voltar pra casa ainda é o melhor do dia, do meu dia. Que bom que na minha encontro muito mais coisas boas. Que bom que aqui é onde tem as únicas pessoas que podem me xingar, discutir, brigar, que eu nem ligo, eu gosto. Aqui é que tem briga boa, que traz aprendizado. Aqui tem tudo o que eu preciso.
Então não devo deixar que feridas do passado voltem. Não, isso é ser pequeno, é admitir a derrota antes da luta. E eu quero mais é lutar a favor delas. Isso mesmo, a minha luta é a favor dos meus inimigos. Eu luto pra que elas fiquem bem, sempre melhorando. Pra dias como o hoje, em que me pergunto se algum dos meus inimigos ainda pensa em mim. Que dúvida gostosa me surgiu, será? Não sei e não procurar resposta. Pois essa dúvida é até boa que continue como mistério.
Para que assim, eu possa sempre tratar as feridas com respeito. Ah, isso sim eu devo ter. Respeitar o poder nocivo que cada uma tem. Respeitar que, se eu me descuidar pelo caminho e deixar poeira sobre essas feridas, elas voltarão. E ai, será muito pior pra mim. Então é melhor que eu as respeite, olhe sempre dentro do olho de cada uma. Saiba enfrentar quando quiserem sair. E possa permanecer de frente pra cada uma. De cabeça erguida, sem medo mas com respeito. 
Agora eu gostei. Assim posso me prepara para um novo curativo. Recomeçar tudo de novo, até que se acabe. E venha uma nova ferida, que precise ser colocada em seu lugar. E novamente, eu aprender a respeitá-la. E de novo e de novo. Pois a isso, deram o nome de vida.

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