O que Ele me fala ou me conta.

Vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18.19)

sábado, 17 de julho de 2010

Um segundo.

Quando acordamos pela manhã, geralmente, é no primeiro segundo que lembramos do sonho que tivemos. Vai depender da memória processar essa informação, pra que nos lembremos do sonho. As vezes, se acordamos já pensando em algo, a lembrança do sonho será apagada. Então teremos a sensação que não sonhamos naquela noite. Mas quase sempre sonhamos. E olha que não existe nenhuma comprovação científica para nada do que acontece no sono e nos sonhos, hein!
Estou dizendo isso, porque esse fim de semana é o meu segundo depois de acordar. O sonho acabou, não naquele sentido de "ó, que tristeza". Apenas agora é hora de ir pra realidade. Se levo o sonho ou se o sonho me leva, não sei. Sei apenas que agora é a hora de começar a empilhar os tijolos do meu castelo. Acordei agora, depois de um sonho que teve de tudo. E me preparo para construir meu dia. Sem sonhar acordado, nem levar a fantasia pra realidade. Vou-me.
A vida lá fora, agora me espera. Com a certeza da minha chegada. Impaciente como se só faltasse eu pra ela partir. A vida lá fora não me chama, mesmo sabendo que está em cima da hora. Ela não quer perder esse nascer de sol, a caminho do trabalho. Ela não quer perder a companhia que é sempre das mesmas pessoas que ela não conhece. A vida me espera por não querer que eu perca todas essa coisas boas. É a minha hora de ir participar do que ela já conhece muito bem. À porta, a vida me chama para eu ir de encontro as coisas boas que há lá fora. E me diz que fica melhor quando eu contemplo cada minuto, ao invés de reclamar das horas. A vida vive a me lembrar que ela me ensinou e eu aprendi.
Agora é a minha vez de decidir o que eu quero fazer com esse dia que começa. Tenho milhões de possibilidades, posso todas elas. Olha ai, a vida me dizendo que nem todas são pra mim. Tudo bem, agora eu quero o que é bom. Agora eu quero o que vai durar mais tempo e melhor será. Não quero Mel, como sabor que vem e vai. Quero mesmo é não querer, quero fazer. Apenas fazer, sem nem preocupar com o objetivo ou o resultado. Quero o processo, não o produto. Isso eu decido para o dia de hoje, que é mais um começo, como todos os outros. Assim eu pretendo chegar ao fim do dia, sem me preocupar se ele vai ou não terminar bem. Isso depende mais de mim, hoje.
Que bom que esse segundo dura dois dias. E eu posso ficar na cama, decidindo, pensando, planejando e curtindo os últimos minutos antes de me levantar. Que bom que não tem despertador interrompendo meu o curso dos meu pensamentos. E eu posso traçar a linha até o final. Hoje eu quero fazer, plantar. Pois a partir de hoje, esse coração só tem sementes boas. 
E como é de costume de mineiro, ao sair alguém me deseja:
- Vai com Deus, meu filho, que Nossa Senhora te acompanhe.
- Com Deus também, beijo tchau!

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Verdadeiro poeta é o que segura a caneta e deixa DEUS escrever!