O que Ele me fala ou me conta.

Vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18.19)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Porque escrever.

A escassez de motivos para escrever tem me privado cada dia mais deste que já foi um hábito. Ultimamente escrevo apenas quando tenho um bom motivo, mas muito bom mesmo. E hoje tenho um, um grande motivo. Que não é um grande acontecimento, não passou um furacão, não houve nada que mudasse todo o rumo da história. É só um dia que não aconteceu nada e eu acho que aconteceu algo que vai mudar tudo. Como sempre, me iludo mais uma vez comigo mesmo. Acredito que algo é que não é de verdade. Penso que vai o que não sai do lugar. Penso que sente quem não tem sentimentos como eu penso. 
Então estou escrevendo porque quero descobrir dentro de mim, o que eu sinto em relação a tudo isso. Para poder olhar para uma direção e ir nessa até o fim. Porque não sei o que faço ou o que penso com esse silêncio de um coração que grita. Porque não sei o que faço que esse amor que não acaba, quer resiste às minhas ordens. Amor que pensa ser mais forte que eu e que pode viver por si só. Ele acha que tem mais força que minha determinação de esquecer o que passou e viver o presente. Pensa que pode dominar até minhas lembranças. 
Eu ordeno que não, mas ele insiste em me provar que pode me desobedecer. Insiste em fazer ao contrário daquilo que acho ser o melhor para todos. Esse sentimento pensa que sabe de tudo, que pode ser único. Pensa que pode ficar aqui como se fosse o último, como se tivesse a certeza de que não haverá mais nada para incomodá-lo. Achando que isso que eu digo que é uma estadia, possa ser uma morada permanente. Assim ele pensa, assim ele age, assim ele tenta me dominar. Mas por enquanto estou de pé e vou lutando para mostrar que não, que a razão é quem manda. Que ele deve voltar para onde veio, deixando apenas a paz que tanto procuro. 
Mas esse amor insiste em sobreviver, insiste que ainda há um fôlego pelo qual vale a pena lutar. Ele insiste que o fim ainda não chegou. E que é melhor eu ignorar minhas decisões e me render à ele. Ele pensa que tem razão, com a qual eu luto contra ele. E pensa que vai me vencer. E eu apenas penso que vou encontrar a paz não lutando mais contra ninguém. Nem mesmo contra esse amor que quer me vencer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Verdadeiro poeta é o que segura a caneta e deixa DEUS escrever!