Me falta inspiração para falar de novo de um assunto dito e repetido nesse blog. Mas como esse é um lugar onde gosto de registrar certos acontecimentos, vou tentar. O assunto é saudade, diferente, mas saudade. Você já sentiu saudade e gostou disso? Já se pegou em um momento de lembrança em que estava gostando ter esse sentimento? Porque é o que acontece nesse tempo, aqui. Gostar de sentir saudade, ficar bem por algo na lembrança. É isso mesmo, me sinto feliz por sentir saudade, por ainda gostar de alguém que me faz feliz com as lembranças.
É algo especial, porque normalmente com saudade é assim, a gente fica lembrando, querendo de novo. Ai começa a querer demais, passa a se perguntar porque não. Quando vemos, estamos com cara de tacho e cabelo atrapalhado. Mas essa que sinto e conto é diferente, essa me faz bem. Porque tenho um sentimento sem interesse, sem expectativas, sem espera de retornos. Porque gosto porque gosto, não porque isso ou porque aquilo. Porque gosto e pronto. Por isso a saudade é boa, porque revela um sentimento que faz bem. Que faz acreditar que, sem assim já está bom, recíproco seria perfeito. Que não tem pressa.
Esse sentimento me faz sorrir, me faz feliz, me deixa sossegado. É o que quero que permaneça por um bom tempo, sem precisar trocar, sem precisar apagar, sem querer esquecer. Como os outros, que eram passageiros ou falsos. Esse está bom como está, mas não estraga se melhorar. Se melhorar, só fica melhor, só fica maior, pra só ficar entre nós. Até não ter mais fim, até depois do fim.
Antes eu cantava que saudade era dor de verdade. Hoje eu a saudade se tornou minha amiga. Me mostrou um sentimento bom. Me diz que ela só existe porque tenho um amor incomparável, inabalável, incontável. Um amor que não cabe nessa vida, apenas nesse coração. Que se vê feliz não por ter sido realizado, mas por saber que há alguém que vale a pena.
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