Ultimamente tenho muito pouca inspiração pra escrever. E sempre que venho aqui, quero escrever alguma coisa boa. Que transmita todas as boas intenções. Que leve a real Palavra e o autor de tudo, também. Mas sinto que algo fugiu de mim. Algo que tinha e não consigo mais saber onde deixei. Tinha uma ideia sempre, tinha as palavras corretas e tinha assunto. E pra onde foi tudo isso, depois que o amor comeu tudo?
Depois que o amor veio e acabou com todo o nada que havia, não sobrou nada pra escrever. Apenas a vontade e a lembrança de como foi bom, um dia, ter um blog. Dividir com pessoas reais, coisas irreais. E que agora se foi. As coisas e as pessoas. Já dizia o palhaço: "assim como são as coisas, assim são as pessoas". Depois de um tempo, eu aprendi até onde isso é verdade. Já que coisas e pessoas sempre se vão. E que o que vivemos juntos, deve ser esquecido quando separados pelo tempo. Ainda que eu pense em você o dia inteiro, querendo não pensar nem por um minuto.
Então aquilo que seria especial, como se vê, sai como mais um texto qualquer. Com assuntos e objetivos esdrúxulos. Sem nada querer ser, onde nunca quer chegar, como sempre foi. Como sempre ignorando aquela que diz que "especial não é o que você escreve, Marcelo, especial é você escrever." Mas ainda bom. É bom que a onda esteja pra recolher a rede. É bom que a maré permita que possamos todos ir pra casa e descansar. Pois essa é uma fase de reunir energias e guardá-las bem. Já que virá o tempo de usar todos os textos acumulados. O tempo em que não haverá tempo suficiente pra escrever tudo.
Por enquanto, fico aqui, com a cara na janela, olhando a banda passar.
Palavras sem direção parecem perder o sentido!
ResponderExcluirMas lembre se de que do mesmo lugar de onde vem as palavras e da onde surge os sentimentos...
Nunca deixe de escrever!